16 junho, 2016

ORDEM DE INFUSÃO DE ANTINEOPLÁSICOS E MINIMIZAÇÃO DE INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS: UMA REVISÃO

Rebeca Oliveira Leite Silva Furquim, rebecafarmacia@inorp.com.br; Ribeirão Preto-SP, Instituto Oncológico de Ribeirão Preto (InORP); Adriano Brigatti Jarmelo, adrianojarmelo@hotmail.com, São Paulo-SP, AC Camargo Cancer Center

Introdução: Interações medicamentosas são definidas como eventos farmacológicos que ocorrem quando efeitos de um determinado fármaco são afetados pela administração concomitante de outra substância. Os esquemas terapêuticos utilizados nos tratamentos do câncer envolvem, geralmente, mais de um fármaco injetável que deve ser infundido no paciente, possibilitando o aparecimento destas interações. Assim, a ordem de infusão de fármacos injetáveis torna-se essencial para redução de toxicidade, aumento da eficácia do tratamento e redução de riscos ao paciente. Objetivo: O objetivo deste trabalho foi realizar um levantamento bibliográfico que apontasse as principais interações medicamentosas decorrentes da ordem de infusão dos protocolos quimioterápicos, determinando assim a melhor sequência de infusão para minimização de efeitos adversos. Método: A metodologia utilizada foi baseada no levantamento de dados bibliográficos relacionados à ordem de infusão e interações medicamentosas em Oncologia. Foram consultadas as bases de dados: Scielo, Pubmed e LILACS a fim de se obter artigos científicos que discutissem a ordem de infusão mais indicada dos protocolos quimioterápicos a fim de se minimizar efeitos tóxicos ou potencializar efeitos terapêuticos. Resultados: Foram estudados 29 protocolos quimioterápicos, os quais possuíam evidências e orientações de uma determinada sequência de infusão para otimização do tratamento. As interações encontradas tiveram origem farmacocinéntica, farmacodinâmica ou estavam relacionadas com características físico-químicas do fármaco. Após análise, foi desenvolvida uma tabela-resumo com a sequência recomendada para cada protocolo. Conclusão: A infusão de quimioterápicos em ordem específica auxilia, em muitos casos, na resposta terapêutica, fazendo diferença nas curvas de sobrevida global e sobrevida livre de progressão. Muitas sequências de infusão estão bem definidas na literatura e podem ser usadas com segurança em Oncologia. Caso não existam dados comparativos de sequências infusionais, é importante seguir o protocolo original descrito, considerando as características e peculiaridades dos medicamentos.

Poster in: VIII Congresso da SOBRAFO - 20 a 22 de maio de 2016 - Florianópolis - SC

30 maio, 2016

ANÁLISE DE NOTIFICAÇÕES DE REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS ENVOLVENDO ANTINEOPLÁSICOS EM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO TERCIÁRIO

Bruno Simas da Rocha – bsrocha@hcpa.edu.br - CIM – Seção de Farmácia Clínica do HCPA.
Fernanda Rossatto Machado – frmachado@hcpa.edu.br - CIM – Seção de Farmácia Clínica do HCPA
Joice Zuckermann – jzuckermann@hcpa.edu.br - Seção de Farmácia Clínica do HCPA.
Ricardo Soares Gioda – rgioda@hcpa.edu.br - Seção de Farmácia Clínica do  HCPA.
Ricardo Moresco Zucco – ricardomzucco@gmail.com - Porto Alegre/RS – CIM do HCPA.
Maitê Telles dos Santos – mtsantos@hcpa.edu.br - Seção de Farmácia Clínica do HCPA.
Daniel Fasolo - dfasolo@hcpa.edu.br – Central de Misturas Intravenosas do HCPA.
Juliana Didonet – jdidonet@hcpa.edu.br – Central de Misturas Intravenosas do HCPA.

Hospital de Clínicas de Porto Alegre - RS

Introdução: A Farmacovigilância é uma parte importante da farmácia clínica que visa detecção, avaliação, e prevenção de efeitos adversos e problemas relacionados a medicamentos, incluindo Reações Adversas a Medicamentos (RAM). Os antineoplásicos são medicamentos considerados de alta vigilância por apresentarem elevado potencial de desenvolvimento de RAM podendo causar dano ao paciente, devido ao mecanismo citotóxico de diversos agentes. Objetivo: O objetivo deste estudo foi avaliar as notificações de RAM envolvendo antineoplásicos. Metodologia: Estudo descritivo transversal, em que foram avaliadas as RAMs notificadas para o Programa de Farmacovigilância de um Hospital Terciário Universitário do sul do Brasil, no período de janeiro/2014 a dezembro/2015. As RAMs foram classificadas de acordo com a causalidade utilizando o algoritmo de Naranjo, previsibilidade pelos critérios de Rawlins e Thompson e gravidade conforme critérios da OMS. Resultados: Foram notificadas 80 RAMs no período, sendo 73,8% por farmacêuticos. As classes farmacológicas mais envolvidas foram: alcaloides da vinca (28,2%), antimetabólitos (17,9%) e agentes alquilantes (15,4%). Os medicamentos mais prevalentes nas notificações foram: vincristina (11,3%), paclitaxel (8,8%), citarabina (7,5%), metotrexato (7,5%) e rituximabe (7,5%) As RAMs mais notificadas foram farmacodermia (16,3%), hipersensibilidade (12,8%) e neurotoxicidade (8,1%). Quanto à causalidade, 57,5% era provável, 18,8% possível e 7,5% definida. Quanto à previsibilidade, 73,8% eram tipo A e 11,3% tipo B. Entre as RAMs notificadas, 37,5% eram de gravidade moderada, 33,8% grave e 12,5% leve. Em 36,3% dos casos o medicamento seguiu sendo administrado, necessitou de tratamento específico para a RAM e não necessitou ser interrompido. Conclusão: O perfil de RAMs notificadas e os antineoplásicos envolvidos corroboram com achados da literatura que relatam elevada incidência de RAM nestas classes e sistemas. O estudo sugere a importância da inserção do farmacêutico clínico neste contexto e de treinamentos para a equipe de saúde para redução da subnotificação de RAM e melhoria da segurança do paciente.

Poster in: Anais do VIII Congresso SOBRAFO - 20 a 22 de maio de 2016 - Florianópolis - SC

31 março, 2016

FARMACODERMIA: IDENTIFICAÇÃO DOS TIPOS, MEDICAMENTOS ENVOLVIDOS E CLASSES FARMACOLÓGICAS QUE ACOMETEM PACIENTES INTERNADOS NA CLÍNICA DERMATOLÓGICA

Felipe Pomarole Santos, Ligia Maria Quitério, Vanusa Barbosa Pinto, Lidiane Baltieri Gomes

Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Faculdade de São Paulo (USP)

Objetivo: Identificar os tipos de farmacodermia, os medicamentos e as classes farmacológicas relacionadas com este evento, em pacientes internados na clínica dermatológica de um hospital público.

Método: O trabalho tem uma abordagem quantitativa, de delineamento descritivo exploratório, longitudinal e prospectivo, realizado na enfermaria de dermatologia do Instituto Central do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo no período de agosto de 2013 até fevereiro de 2014.

Resultados: Foram estudados 22 pacientes, com confirmação de 23 casos de farmacodermia. Em relação ao sexo, 68% dos pacientes eram mulheres, no total 73% eram da raça branca. Viu-se que a maioria dos pacientes encontraram-se na faixa de 61-80 anos com um total de 8 pacientes. O tipo de farmacodermia mais incidente foi a fotossensibilidade seguido pelo DRESS, sendo que os anti-hipertensivos foram responsáveis por 32% dos casos confirmados de farmacodermia. Em 32% das vezes o paciente não tinha nenhuma comorbidade, porém na visão global a hipertensão foi a mais vista. Para o tratamento, as classes farmacológicas mais prescritas para a resolução dos casos, com 36%, foram os anti-histamínicos e os corticoides.

Conclusão: Sabendo da faixa etária, gênero, etnia, medicamentos e classe farmacológica mais incidente em casos de farmacodermia, devemos ficar mais atentos para suspeitas de tal condição e como tratá-los.

Descritores: Reação adversa a medicamentos; Pele; Hipersensibilidade.

Rev. Bras. Farm. Hosp. Serv. Saúde São Paulo v.6 n.2 12-17 abr./jun. 2015

29 fevereiro, 2016

Estudo de Utilização de Medicamentos Antimicrobianos em Neutropenia Febril na Oncologia Pediátrica

Denise Bueno; Gabriella Calvi Sampaio; Daiane Bovolini Mainardi

Universidade Federal do Rio Grande do Sul / RS

Objetivo: Verificar como está sendo realizado o manejo da neutropenia febril em pacientes da oncologia pediátrica de um hospital universitário de Porto alegre, através do padrão de utilização de medicamentos antimicrobianos e de exames realizados durante a internação.

Método: Estudo piloto transversal, descritivo, com análise de prontuários eletrônicos de pacientes internados na unidade de oncologia pediátrica de um hospital universitário de Porto Alegre. Foram analisados 20 prontuários de pacientes com idades entre 0 e 18 anos, que apresentaram neutropenia em algum momento da internação. Para a análise dos dados foram utilizados parâmetros como idade, sexo, principal doença associada à internação, período de internação, número de internações anteriores, dados da quimioterapia anterior, indicação de filgrastima, utilização de antimicrobianos e realização de exames laboratoriais. Também foi verificada a condição do paciente na alta.

Resultados: das vinte internações analisadas, a neoplasia mais prevalente no estudo foi a Leucemia Linfoblástica Aguda, em 55% dos casos. As causas de internação mais frequentes foram febre e neutropenia e os medicamentos antimicrobianos mais utilizados foram Cefepime (80%) e Sulfametoxazol + Trimetoprima (95%). Os exames mais encontrados foram hemocultura (85%), urocultura (80%) e raio X de tórax (70%).

Conclusão: a neutropenia febril é um quadro grave na oncologia pediátrica. Estudos de utilização de medicamentos antimicrobianos, ainda pouco realizados nesta população, auxiliam os profissionais de saúde no manejo adequado desta condição, que é a principal responsável por morbidade e mortalidade em crianças com câncer.

Congresso de Farmácia Hospitalar: IX Brasileiro e II Sulamericano - 2013

09 janeiro, 2016

Intervenções do Farmacêutico Clínico em uma Unidade de Terapia Intensiva

Andréa Castro Porto - Farmacêutica Residente; Andréia de Jesus Silva - Farmacêutica Residente; Cássio Massas Mâncio - Farmacêutico Clínico; Nathalia Torres Globo - Farmacêutico Clínico; Fábio Texeira Ferracini - Coordenador de Farmácia Clínica; Wladimir Mendes Borges Filho - Gerente de Farmácia. Hospital Israelita Albert Einstein. São Paulo. SP

Introdução: no atual processo de melhoria da qualidade do cuidado ao paciente, o farmacêutico clínico tem sido reconhecido como essencial para o uso seguro de medicamentos. A terapia intensiva, em respeito à complexidade dos casos e das prescrições médicas é, portanto, uma área importante para atuação desse profissional.

Objetivo: demonstrar a atuação do farmacêutico clínico em uma Unidade de Terapia Intensiva Adulto (UTIA).

Metodologia: realizou-se um levantamento das intervenções farmacêuticas realizadas, bem como dúvidas e pesquisas requisitadas pela equipe multiprofissional, no período de 15 de maio a 15 de junho de 2013 na UTIA de um hospital privado de grande porte de São Paulo-SP.

Resultados: 379 prescrições avaliadas e 161 intervenções farmacêuticas realizadas, sendo a principal em relação às interações medicamentosas graves (30,4%, n= 49). Em segundo lugar, tivemos intervenções quanto à dose, via e frequência (22,7%, n= 36), seguida por ajuste de dose pela função renal (21,1%, n=24), solicitação de exames para monitorização terapêutica (11,2%, n=18), medicamento via sonda (4,3%, n=7) e outras (14,6%, n=24). O médico foi o principal profissional contatado (99,3%, n=142) e, de todas as intervenções realizadas, 94,4% (n=152) foram aceitas. Do total de 171 dúvidas e pesquisas requisitadas, a mais frequente (44,4%, n=76) foi quanto à diluição de injetáveis, seguido por compatibilidade (35,1%, n= 60). O profissional mais solicitante foi enfermeiro (50,6%, n= 86).

Conclusão: os dados demonstram a importância do farmacêutico clínico no cuidado ao paciente crítico e o reconhecimento do seu papel pela equipe multiprofissional.

SUPLEMENTO 1 2013: ANAIS DO IX CONGRESSO BRASILEIRO DE FARMÁCIA HOSPITALAR.

26 dezembro, 2015

Etude de stabilité d’une solution concentrée de doxorubicine à 10 mg/ml

M. Boutet1, T. Briot1,2, S. Vrignaud1, F. Lagarce1,2

1 CHU Angers, service pharmacie, Angers, France
2 L’université Nantes Angers Le Mans, INSERM U1066, Micro et nanomédecines biomimétiques,
Angers, France

Le traitement du carcinome hépatocellulaire, de stade intermédiaire, recommandé en première ligne, est la chimioembolisation (CEL) associant une anthracycline et du Lipiodol®. La doxorubicine est l’anthracycline la plus utilisée

Seule la stabilité de la doxorubicine à 2 mg/ml est décrite tandis qu’une solution plus concentrée permettrait de réduire le volume injecté, donc la douleur du patient.

L’objectif de cette étude a ainsi été d’évaluer la stabilité d’une solution de doxorubicine à 10 mg/ml.

Le chlorhydrate de doxorubicine (Adriblastine®) a été reconstitué dans du chlorure de sodium à une concentration de 10 mg/ml puis conservé en seringues en polypropylène ou en flacons de verre, à 4-8°C, à l’abri de la lumière.

Une méthode indicatrice de stabilité a été développée, selon les ICH et le guide méthodologique des études de stabilité du GERPAC. La concentration en doxorubicine a été suivie sur 22 jours par chromatographie liquide haute performance, couplée à un détecteur à barrette de diodes (n=3).Le spectre a été balayé de 190 à 700 nm et la quantification, réalisée à 254 nm.La dégradation forcée a été réalisée par ajout de NaOH à 0.01M. Les concentrations relatives en doxorubicine ont systématiquement été supérieures à 90% de la concentration initiale : 97,0+/-0,3% à J22 pour les flacons, 95,1+/-1,0% à J22 pour les seringues. Aucun produit de dégradation n’a été observé sur les chromatogrammes et les spectres obtenus ont tous été strictement similaires à celui de la solution initiale.Aucun changement de coloration ni aucune précipitation n’ont été observés.


Cette préparation est maintenant utilisée dans notre centre pour réduire le volume de perfusion lors des CEL. Aucun essai microbiologique n’a été réalisé car la doxorubicine a été reconstituée en zone à atmosphère contrôlée de classe ISO 5.

A 10 mg/ml, en seringues en polypropylène ou en flacons de verre, à l’abri de la lumière et entre 4 et 8°C, la solution de doxorubicine est stable 22 jours.

27 novembro, 2015

ADVERSE DRUG REACTIONS CAUSING ADMISSION OVER 11 YEARS IN A PAEDIATRIC HOSPITAL

1F Mendoza Otero*, 2C Iniesta Navalon, 1O García Molina, 1M Fernandez De Palencia Espinosa, 1MM Galindo Rueda, 1A De La Rubia Nieto.

1Hospital Clinico Universitario Virgen de La Arrixaca, Pharmacy, Murcia, Spain; 2Hospital General
Universitario Reina Sofia, Pharmacy, Murcia, Spain

Background Adverse drug reactions (ADRs) in children are a significant cause of hospitalisation. A systematic review published in 2013 estimates this incidence in the range from 0.16–4.3%.

Purpose The main objective was to describe the incidence of ADRs leading to admission in a paediatric hospital. Secondary objectives were to determine the drug classes causing ADRs, duration of hospitalisation and to compare the incidence obtained with the current literature.

Material and methods A retrospective study of all ADRs codes in the medical records of paediatric patients. ADRs were coded by a medical archivist for an 11-year period in a database.

Results A total of 73,864 hospitalizations of children were evaluated. We detected 520 ADRs resulting in hospital admission. We calculated on average 47.4 ADRs coded per year for an annual average incidence of 0.7%. ADRs coded occurred amongst 0–5 year-olds and 12–17 year-olds in 53.7% and 18.2%, respectively. 49.3% were females. Mean hospitalisation time due to ADRs was 6.3 days. The organ systems most commonly involved were the haematopoietic system (63.4%), central nervous system (10.6%), digestive system (8.8%) and skin (6.1%). The classes of drugs most frequently involved were antineoplastic drugs (65.0%), drugs active on the central nervous system (8.6%) and anti-infective agents (5.8%).

Conclusion The incidence of ADRs as a cause of hospital admission in this study (0.7%) falls within the range of incidences in the current literature. The organ system most commonly involved is the haematopoietic system and the class of drug most frequently involved is antineoplastic drugs. Drug surveillance studies are necessary to characterise risk factors within this population and to test prevention strategies to effectively promote the safer use of drugs in children.

REFERENCES
1 Zed PJ, Haughn C, Black KJ, et al. Medication-related emergency department visits and hospital admissions in pediatric patients: a qualitative systematic review. J Pediatr 2013;163:477–83
2 Gallagher RM, Mason JR, Bird KA, et al. Adverse drug reactions causing admission to a paediatric hospital. PLoS One 2012;7(12):e50127.

Eur J Hosp Pharm 2015;22(Suppl 1):A1–A230


12 outubro, 2015

PERFIL MICROBIOLÓGICO DE PATÓGENOS ISOLADOS DE ESPÉCIMES RESPIRATÓRIOS DE PACIENTES FIBROCÍSTICOS

DÉBORA MARTINS COELHO; MURILO GOMES OLIVEIRA; MARIA DE LOURDES JUNQUEIRA; MARTA CRISTINA DUARTE

Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora

Introdução: A Fibrose Cística (FC) é a enfermidade congênita letal mais comum em caucasianos. De
padrão autossômico recessivo, resulta em manifestações sistêmicas, secundárias a uma disfunção no canal de cloretos das glândulas exócrinas. A infecção pulmonar é o agravo mais comum, que decorre da colonização bacteriana por patógenos clássicos como S. aureus (SA), P. aeruginosa (PA) e bactérias do Complexo B. cepacia (CBC).

Objetivos: Determinar a prevalência de SA, PA e CBC, em amostras respiratórias de pacientes portadores de FC atendidos em um Centro de Referência, bem como o perfil de susceptibilidade a antimicrobianos das bactérias isoladas.

Metodologia: Realizou-se um estudo descritivo, retrospectivo e de corte transversal dos resultados de
610 culturas de secreção orotraqueal obtidas de 44 pacientes fibrocísticos, atendidos em um Centro de
Referência de FC, no período de 01 de março de 2011 a 28 de fevereiro de 2015. As culturas foram realizadas por metodologia convencional e o teste de sensibilidade aos antimicrobianos obedeceu ao preconizado pelo CLSI.

Resultados: Patógenos c lássicos f oram i solados d e 69,0% (421/610) d as c ulturas, sendo S A o m ais p revalente (92,6%), seguido por PA (21,1%, dos quais 38,2% mucóides) e por CBC (1,0%). Colonização mista ocorreu em 43,2% dos pacientes. SA exibiu 100% de resistência à penicilina, 51,8% à eritromicina, 44,5% à clindamicina e 13,6% à oxacilina (MRSA), sendo 100% sensíveis à vancomicina. PA exibiu 23,3% de resistência à gentamicina e 20,5% à amicacina, enquanto 100% das cepas de CBC foram resistentes a meropenem.

Conclusão: Os resultados obtidos são consistentes com dados da literatura e demonstram elevada colonização pulmonar mista entre os pacientes. Os isolados mostraram boa sensibilidade aos antimicrobianos testados. Tendo em vista que a colonização do trato respiratório de portadores de FC é um indicador de prognóstico, o estudo sistemático da mesma pode contribuir para a redução da morbimortalidade dos fibrocísticos.

Palavras-Chave: Fibrose cística | Staphylococcus aureus | Pseudomonas aeruginosa | Burkholderia cepacia
| Antimicrobiano

Anais do 13º Congresso de Farmácia e Bioquímica de Minas Gerais - Os novos caminhos para o farmacêutico - ano 2015 / Conselho Regional de Farmácia do Estado de Minas Gerais